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terça-feira, 24 de maio de 2011





Remédio contra a osteoporose:

azeite de oliva



Polifenóis presentes no azeite reduzem os radicais livres, prevenindo o envelhecimento e as doenças crônico-degenerativas
Conhecido pelo combate a doenças e recomendado para quem quer uma alimentação saudável, o azeite de oliva, de acordo com a ciência, pode ajudar também no combate a osteoporose. Isso é o que conclui um estudo da Universidade de Córdoba, na Espanha, que diz que o produto contém oleuropeína, um polifenol que aumenta a quantidade de osteoblastos, células que fabricam ossos do corpo humano.A oleuropeína está presente no azeite de oliva, que é capaz de aumentar a quantidade de osteoblastos, células que fabricam osso novinho em folha.— O tecido ósseo é dinâmico, destruído e construído constantemente, e os osteoblastos ajudam justamente a realizar a reconstrução — explica o geriatra e médico ortomolecular Rogério de Oliveira.
A oleuropeína é o principal composto fenólico presente nas folhas e no fruto da oliveira. A azeitona tem alto teor de ácidos graxos monoinsaturados e possui diversos minerais em sua composição, como cálcio, fósforo, potássio, magnésio, enxofre e cloro, e é também rico em polifenóis, substâncias químicas vegetais com fortes propriedades antioxidantes.— Ao prevenir oxidações biológicas, os polifenóis reduzem a formação de radicais livres, prevenindo, assim, o envelhecimento e as doenças crônico-degenerativas, como a osteoporose — explica o geriatra.
O azeite de oliva ajuda a prevenir alguns dos estragos provocados pela ação desses agressores, mas é bom que se diga, não faz milagres: não rejuvenesce, não cura e não baixa o colesterol se a pessoa continua mantendo uma dieta cheia de carnes, queijos e outros alimentos fartos em gordura saturada.Os benefícios do azeite também não são imediatos: podem vir a médio e longo prazos e variam de acordo com o metabolismo. Mesmo o azeite sendo um alimento que não faz mal, não pense que pode ingeri-lo à vontade, pois o mesmo também contém grandes teores de calorias. Como qualquer alimento, se for consumido em grande quantidade, ou seja, consumido de maneira exagerada, passará a ser um problema para sua saúde, por isso, é importante saber que o máximo de azeite ingerido por dia deve ser duas colheres de sopa, que equivalem a 128 calorias por dia.






Fonte: Zero Hora- 24/05/2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011



Espermatozoide de laboratório
Método de produção de células reprodutivas masculinas poderá tratar infertilidade masculina ou melhorar inseminação artificial. No entanto, há vários problemas a vencer. A nova técnica é tema da seção ‘Mundo de ciência’ da CH de maio.
Por: Cássio Leite Vieira
Publicado em 23/05/2011 Atualizado em 23/05/2011

Testículos retirados de filhotes de camundongos e mantidos em um meio de cultura por um mês produziram espermatozoides. Estes foram usados para inseminar fêmeas, que deram à luz filhotes saudáveis. (foto: Sxc.hu/ clix)
A ciência conseguiu (mais uma vez) imitar a natureza no laboratório ao recriar o processo que leva à formação de espermatozoides. Mais: essas células reprodutivas geraram uma prole sadia. A técnica poderá levar ao melhoramento da fertilização in vitro ou da inseminação artificial em humanos.
A equipe de Takehiko Ogawa, da Universidade Municipal de Yokohama (Japão), removeu os testículos de filhotes de camundongos com dois ou três dias de vida – certificando-se de que os animais não tinham ainda espermatozoides maduros.
O material foi colocado em um meio de cultura, na presença da substância KSR, usada para a cultura de células-troco embrionárias (aquelas que têm potencial para se transformar em qualquer tecido do organismo).
Depois de um mês de cultura, os testículos passaram a produzir espermatozoides, que foram tingidos com uma tinta fluorescente verde e usados para inseminar fêmeas, que deram à luz filhotes saudáveis.
A cultura continuou produzindo espermatozoides por mais dois meses.
Esperança e cautela
O método funcionou até com tecidos dos testículos que já estavam congelados havia meses, o que faz da técnica uma promessa para humanos que, por exemplo, irão se submeter a tratamentos que podem causar infertilidade ou que sejam portadores de câncer nos testículos.
Sabe-se que muitos homens inférteis produzem espermatogônias, células que dão origem aos espermatozoides. Para os autores, elas poderiam ser igualmente cultivadas em laboratório, para a obtenção de espermatozoides maduros.
O trabalho foi feito com camundongos e não se sabe se a técnica funcionará com humanos
No entanto, há vários problemas a vencer. Primeiramente, ainda não se entendem os mecanismos por trás da cultura à base de KSR – este é um dos pontos que deverão ser atacados pela equipe agora.
Além disso – e mais importantes –, o trabalho foi feito com camundongos e não se sabe se a técnica funcionará com humanos. Outro obstáculo: ainda não é possível produzir a quantidade de espermatozoides necessária para uma fertilização in vitro.
Os resultados, publicados na Nature, foram recebidos com entusiasmo tanto pela mídia internacional quanto por especialistas da área. Cássio Leite VieiraCiência Hoje/ RJ
Texto originalmente publicado na CH 281 (maio de 2011).